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Pedreira da Ribeira do Cavalo
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Situada no Zambujal, e descoberta em 1989, nela se encontram 4
jazidas com pegadas, referentes a épocas distintas. A camada que revela
maior quantidade de icnofósseis (pegadas) é formada por estratos calcários
do Jurássico superior ,
dispostos com uma inclinação
que ronda os 80º
para norte.
É
possível observar várias pegadas pertencentes a Terópodes
(Dinossáurios Carnívoros, que
marchavam sobre as duas patas traseiras - Bípedes) e
a um Saurópode
(Dinossáurio Herbívoro, quadrúpede, volumoso de longo pescoço, pequena
cabeça e cauda comprida) organizadas
em pistas e muito bem conservadas. Sendo notáveis as marcas
tridáctilas que atingem
os 70 cm de comprimento. É possível
visualizar,
nesta jazida cerca de doze rastos de
pegadas tridáctilas de Terópodes, dispostos paralelamente. |

Obs: a barra preta na foto mede 40 cm
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O único rasto de Saurópode nesta superfície
é constituído dominantemente por marcas muito bem definidas
e profundas (6,5 cm) dos autópodes anteriores,
com impressões muito nítidas dos dígitos, o que representa,
para já,
o melhor registo fóssil deste tipo de vestígios
conhecidos no mundo (LOCKLEY, SANTOS, RAMALHO
& GALOPIM DE CARVALHO, 1992).
Nos outros dois locais, descobertos mais recentemente, na grande área
desta pedreira, destacam-se trilhos de Saurópodes, também
com bom estado de conservação e cada um deles referente a
tempos diferentes.
Foi
classificada pelo Dec. Nº 20/97 de 7 de Março, como Monumento Natural, ao
abrigo do Decreto-lei 19/93 de 23 de Janeiro, que possibilita classificar
tais ocorrências como Monumentos Naturais.
Infelizmente, a única jazida com pegadas dos grandes carnívoros, que
habitaram a região, apesar dos vários e insistentes, pedidos junto da
edilidade, par que fosse feita a sua consolidação, não resultaram e, em
1994 a jazida ruiu.
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