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A antiguidade e continuidade da
ocupação humana no território do actual concelho de Sesimbra é atestada
por numerosos vestígios. As primeiras descobertas da presença dos nossos
ancestrais no período paleolítico, foram feitas por Carlos Ribeiro em
1871 sendo mais tarde exploradas por Henry Breuil e Georges Zbyszewski.
Estas estações, catalogadas como perten-centes ao Paleolítico Antigo,
período Abbevillense (Pré-Hominídeos), Acheulense ( Hominídeos e
Pitecantropídeos ) . Paleolítico Médio período Levalloisense -
Mustierense ( Neandertais ).
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Existem registos irrefutáveis da
Pré-História até aos nossos dias, documentando, em particular, a
presença de várias civilizações, nomeadamente romanos e muçulmanos.
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Foi em 1165 que as tropas comandadas
por D. Afonso Henriques tomaram aos Mouros o
Castelo,
centro da povoação que vivia então de costas viradas para o mar.
Abandonada ante a avançada dos árabes em 1191, foi reconquistada por D.
Sancho I. Em 1236, foi doada aos Cavaleiros da Ordem de Santiago que
intensificaram os esforços para a repovoar, concedendo privilégios aos
pescadores. A póvoa marítima foi-se então desenvolvendo, enquanto
diminuiu o povoamento no alto do monte.
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A primeira
carta
de foral foi concedida por D. Sancho I, em
1201, e confirmada por outros monarcas. D. Dinis elevou-a a vila, em
1323.
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O rei D. Manuel, que lhe concedeu novo foral em
1514, e D. João III viveram na vila algum tempo. D. Henrique e D. João
IV, bem como os Comendadores da Ordem de Santiago e da Casa de Aveiro
dotaram-na de vários melhoramentos, com destaque para os dois fortins
que defendiam o porto e se inseriram na linha defensiva da costa sul da
Península da Arrábida
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